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Por que eu escrevo romance contemporâneo

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  Eu poderia dizer que escrevo romance contemporâneo porque gosto de histórias de amor. É verdade – m as não é a resposta inteira. Porque, se fosse só pelo romance, eu poderia escrever qualquer coisa. Um casal em outra época. Uma história fantástica. Um amor impossível em um mundo completamente inventado. Mas eu sempre acabo voltando para o mesmo lugar. Duas pessoas, u ma vida que poderia existir, u m problema que talvez pudesse acontecer comigo, com você ou com alguém que a gente conhece e , no meio disso tudo, duas pessoas tentando descobrir o que fazer com aquilo que sentem. É por isso que eu escrevo romance contemporâneo. Eu gosto de histórias que poderiam acontecer de verdade Talvez essa seja a parte que mais me atrai. Eu gosto de poder imaginar os personagens existindo em algum lugar depois que o livro termina. Não em um reino distante. Não em uma realidade completamente diferente. Mas em uma cidade qualquer, entrando em uma cafeteria, pegando o metrô, chegando atrasados ao t...

A trope “ele nunca esqueceu dela” é imbatível

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  Eu tenho algumas opiniões literárias que são completamente negociáveis – e e ssa não é uma delas. A trope “ele nunca esqueceu dela” é imbatível. Pode me dar enemies to lovers, friends to lovers, fake dating, casamento por conveniência, bilionário emocionalmente indisponível, vizinhos que se odeiam ou duas pessoas presas em um elevador por motivos completamente convenientes para a trama, e u vou ler. Mas me diga que ele passou anos sem conseguir esquecer dela?  Pronto, p ode me entregar o livro. Existe uma diferença enorme entre um personagem que reencontra alguém do passado e pensa  “nossa, ela continua bonita”  e aquele homem que passou anos carregando aquela mulher consigo. Porque eu quero o segundo. Eu quero o homem que tentou seguir em frente, q ue teve outros relacionamentos, q ue construiu uma vida. q ue fez tudo o que uma pessoa razoavelmente funcional faria depois de perder alguém. E, ainda assim, nunca conseguiu realmente esquecê-la. Isso aqui é o meu tip...

5 motivos para amar romances de segunda chance

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  Existe alguma coisa particularmente deliciosa em romances de segunda chance. Talvez seja a história que ficou mal resolvida, os anos separados, aquela sensação de que, não importa quanto tempo tenha passado, algumas pessoas simplesmente continuam ocupando um espaço que ninguém mais conseguiu preencher. Ou talvez eu só goste de sofrer vendo duas pessoas que claramente ainda se amam demorarem umas 300 páginas para admitir isso. De qualquer forma: romances de segunda chance têm um lugar especial no meu coração. E eu tenho alguns motivos: 1. A tensão nunca desaparece, mesmo depois de anos Esse é, provavelmente, um dos meus motivos favoritos p orque o mais interessante em um romance de segunda chance é que a história não começa realmente no reencontro. Ela começou anos antes. Eles já se conhecem, já se beijaram, já brigaram, já tiveram uma história. Talvez tenham se amado, talvez tenham terminado mal, talvez tenham passado anos tentando convencer a si mesmos de que aquilo ficou para t...

Quando o livro termina, mas a história não sai da sua cabeça

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  Existe um tipo específico de história que não termina quando você chega à última página. Você fecha o livro. Coloca o Kindle de lado. Talvez até comece outra coisa. Mas continua pensando naquela história. Você lembra de uma cena enquanto escova os dentes. Uma música toca e imediatamente você pensa em determinado personagem. Vê uma cidade, uma roupa, uma fotografia ou uma cena de filme e pensa: “Isso parece exatamente aquele livro.” E é aí que eu acho que começa a parte mais divertida. Porque algumas histórias deixam de pertencer exclusivamente ao livro. Elas começam a aparecer em outros lugares. Uma música pode virar a trilha sonora não oficial de um casal. Uma série pode trazer exatamente a atmosfera que você imaginou enquanto lia. Um filme pode fazer você perceber que uma história que já conhecia tinha uma estética completamente diferente da que existia na sua cabeça. E uma adaptação... Ah, a adaptação. Nada como assistir a uma história que você já ama e descobrir que o persona...

Eu começo escrevendo a história e depois ela começa a escrever a si mesma

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  Toda história começa com alguma coisa. Às vezes é uma cena. Às vezes é uma frase. Às vezes é um personagem que aparece na sua cabeça sem ser convidado e simplesmente se recusa a ir embora. Você tem uma ideia, pensa que sabe exatamente para onde ela vai e começa a escrever. E então acontece. O personagem que deveria aparecer por três capítulos começa a roubar a história inteira. A personagem que você imaginou de um jeito decide agir de outro. Uma cena que deveria ser simples fica enorme. Uma ideia que parecia ótima no planejamento deixa de fazer sentido quando chega ao papel. E, de repente, você percebe que não está mais exatamente escrevendo  a história que imaginou . Está descobrindo qual história ela quer ser. Essa talvez seja uma das partes mais estranhas de escrever. Porque existe uma ilusão muito confortável de que o autor está no controle de tudo. Você cria os personagens. Você decide o que acontece. Você escolhe quando eles se apaixonam, quando brigam, quando fazem al...

Talvez eu devesse parar de me apaixonar por homens fictícios questionáveis

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Existe um momento específico em praticamente toda leitura em que eu percebo que estou começando a gostar de um personagem que, se existisse na vida real, provavelmente me faria atravessar a rua. E o pior é que eu quase nunca percebo no começo. Primeiro ele aparece: misterioso, arrogante e talvez até um pouco mal-educado. Tem algum trauma convenientemente escondido no passado e aquela expressão de quem está carregando o peso de pelo menos três gerações da família nas costas. Eu penso: “nossa, que homem insuportável.” Alguns capítulos depois: “ok, mas ele tem um lado sensível.” Mais alguns: “ele só precisa de alguém que o compreenda.” E, quando percebo, estou completamente investida emocionalmente em um homem fictício que provavelmente deveria estar fazendo terapia em vez de se envolver romanticamente com a protagonista. É impressionante como a literatura consegue transformar sinais de alerta em características extremamente atraentes. Na vida real, controle excessivo? ...

10 tipos de leitor que provavelmente somos em algum momento

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Eu gosto de pensar que sou uma leitora bastante equilibrada. Tenho uma TBR organizada, escolho minhas próximas leituras com cuidado, não compro livros por impulso e definitivamente não adiciono mais um livro à lista só porque a capa é bonita. Essa é a versão fictícia de mim. Na vida real, acredito que todo leitor passe por algumas — ou todas — dessas fases. 1. O leitor que faz uma TBR perfeitamente planejada Tem categorias, prioridades, metas e talvez até tenha uma planilha. Escolhe os livros do mês com a confiança de quem acredita sinceramente que vai cumprir tudo. Duas semanas depois, está lendo um livro completamente diferente porque viu uma recomendação no TikTok. 2. O leitor que compra mais rápido do que lê Esse aqui eu conheço bem. A pessoa termina um livro e pensa: “agora vou escolher alguma coisa da minha TBR.” Então abre a loja, vê uma promoção e compra três. Depois vê uma recomendação e compra mais dois. Lembra de uma série que queria começar e compra os quatro volumes. E, qu...