Mensagens

Fui assistir Atraídos pelo Destino e ninguém me avisou que o filme não tinha final

Imagem
  Eu só queria assistir ao filme que estava aparecendo em todo lugar no Instagram. Saí com uma nova obsessão e uma reclamação para o Prime Video. Eu não li  Atraídos pelo Destino e, n a verdade, nem sei se vou ler. Mas nas últimas semanas eu estava vendo esse filme  em absolutamente todo lugar  no Instagram. Reels, edits, gente falando da química do casal, cenas, comentários, gente surtando. Então, obviamente, fiz o que qualquer pessoa sensata faria:  fui assistir. E olha... gostei. Não vou dizer que  Atraídos pelo Destino  reinventou o romance, porque também não vamos exagerar. Temos aqui uma fórmula que já conhecemos muito bem: garota rica e mimada + guarda-costas sério e misterioso + convivência forçada + atração proibida + segredos perigosos. Marfil tem 20 anos, estuda em Columbia, vive cercada de luxo e pratica balé escondida do pai. Depois de ser sequestrada no Central Park e aparecer dias depois em um hospital em Nova Orleans sem lembrar direito...

Quando o livro é ruim, mas todo mundo parece estar amando

Imagem
Ou: será que eu li o livro errado ou o Skoob inteiro está conspirando contra mim? Existe uma situação particularmente desconfortável na vida de uma leitora: terminar um livro que aparentemente  todo mundo amou  e pensar: é  isso? Você fecha o livro, o lha para a capa, a bre o Skoob e  vê: n ota 4,7, milhares de avaliações e centenas de pessoas dizendo que choraram, favoritaram, recomendariam para todo mundo e provavelmente entregariam um rim por uma continuação. E você ali, com suas duas estrelas e meia, começando a questionar as próprias capacidades cognitivas. Porque uma coisa é não gostar de um livro que ninguém conhece, o utra é não gostar   do livro do momento .

Quando a pesquisa para um livro vira leitura crítica

Imagem
  Tem uma coisa engraçada em ser escritora e continuar sendo leitora: às vezes você abre um livro com uma intenção muito específica e termina analisando coisas que não tinham absolutamente nada a ver com o motivo pelo qual começou a ler. Foi exatamente o que aconteceu comigo recentemente. Eu queria pesquisar  stalkers em romances . Estou escrevendo uma história que envolve esse tema e, como boa pessoa que gosta de sofrer voluntariamente durante o próprio processo criativo, achei que seria uma boa ideia ler outras histórias que trabalhassem com a mesma premissa. A ideia era observar. Como o comportamento é construído? Até onde vai a obsessão? Como a autora cria tensão? Como a personagem reage? O que funciona? O que não funciona? Enfim, pesquisa. Só que existe um pequeno problema em pesquisar alguma coisa através de ficção:  você continua sendo leitora  e leitora não desliga o cérebro só porque está lendo “profissionalmente”. Então, em algum momento, eu já não estava m...

Seu Inferno Particular: fui pesquisar um stalker e encontrei a revisão de férias

Imagem
  Contém ironia. Muita. Eu nem sei muito bem o que dizer sobre  Seu Inferno Particular , da Jessica Oliveira . Fui ler o livro por um motivo extremamente específico:  queria pesquisar a parte do stalker , porque estou escrevendo um livro que envolve justamente esse assunto e, como uma pessoa responsável pela própria pesquisa, achei que seria interessante ver como outra autora tinha trabalhado o tema. Bom. Pesquisei. E, no processo, ganhei  um doido e outra mais doida que ele . Então acho que, de certa forma, meu objetivo foi alcançado. Minha resenha no Skoob foi basicamente: “saudável (contém ironia) nem sei o que dizer... queria saber mais sobre a parte do stalker (pq eu fui pra ler pra pesquisar o tópico pq eu to escrevendo um livro de stalker) e no final ganhei um doido e outra mais doida que ele. mas o amor sempre vence, ne? (ainda contém ironia)” Dei  3 estrelas . E não é que eu tenha achado o livro completamente ilegível. O problema é que, considerando o m...

A logística dos romances é completamente insustentável

Imagem
  Existe uma coisa que os romances nunca explicam. Não é como duas pessoas que se odeiam passam a se beijar. Não é como o homem mais fechado do mundo magicamente se torna capaz de falar sobre os próprios sentimentos depois de 300 páginas. Não é nem mesmo como aquela mulher que jurou que nunca mais se apaixonaria acaba apaixonada justamente pelo homem que mais irritava ela. Essas coisas eu aceito. O que eu quero saber é:  que horas essas pessoas trabalham? Porque, sinceramente, a logística dos romances contemporâneos não fecha.

A Hipótese do Amor: um namoro falso, dois desastres sociais e uma ótima adaptação

Imagem
Eu assisti  A Hipótese do Amor . E olha, e u estava preparada para gostar, m as acho que não estava preparada para gostar   tanto . A adaptação do livro da Ali Hazelwood chegou ontem ao Prime Video e, para a minha felicidade, é exatamente o tipo de filme que eu queria que fosse:  muito fiel ao livro, engraçadinho, fofo, com romance, constrangimento social e duas pessoas completamente incapazes de agir normalmente uma perto da outra. Ou seja: uma comédia romântica. A fórmula está toda ali. Tem  namoro falso, t em a possibilidade constante de tudo dar errado, t em amizades incríveis, t em ciência, t em aquela tensão de “eles obviamente gostam um do outro, mas aparentemente serão os últimos seres humanos da Terra a perceber isso” e  tem uma coisa que, sinceramente, representa muito bem a essência de A Hipótese do Amor:  uma geladeira Electrolux de duas portas enorme indo atrás do cara que disse para ela que ela teria que transar com ele se quisesse usar o labo...

A vida de quem lê é muito mais do que ler livros

Imagem
Eu gosto de livros. Isso provavelmente ficou bastante óbvio por aqui. Mas, pensando bem, gostar de ler nunca foi simplesmente gostar de sentar e abrir um livro. Porque, em algum momento, os livros começam a ocupar vários outros espaços da nossa vida. Você começa querendo apenas ler. De repente, tem uma lista de TBR, uma coleção de marcadores, um Kindle cheio de livros que você jurou que vai ler, uma pasta de capas bonitas no Pinterest e uma opinião muito específica sobre qual lugar da casa é melhor para ler. E aí você percebe que  ser leitora virou um estilo de vida. Não necessariamente um estilo de vida muito organizado. Mas ainda assim.